terça-feira, 16 de dezembro de 2008

GRAVIDEZ


IDENTIFICAÇÃO:


Nome do componente:
Jaqueline Oliveira

Turma:
51



E.M.E.F.DR.RUI POESTER PEIXOTO




DÚVIDAS E CERTEZAS


DÚVIDAS:

1)É perigoso meninas ficarem grávidas?
2)Como evitar a gravidez?
3)A mãe corre risco de morrer depois que o bebê nasce?
4)O bebê pode morrer se a mãe usa drogas ou toma alguma bebida alcoólica?

CERTEZAS:

1)O bebê se alimenta pelo sangue que a mãe passa para o bebê através do cordão umbilical.
2)A mãe têm que tomar cuidados especiais durante a gestação.
3)A mãe, na gravidez tem medo, sente dúvidas e muitas vezes tem desejos.
4)Os metodos anticoncepcionais são: camisinha, a pílula antíconcepícional,o coito interronpido, a injeção anticoncepcional, o DIU, a vasectomia, não fazer, a camisinha feminina, o diaframa, a espermaticida, a pílula do dia seguinte, a pílula sem estrogênio, a ligadura das trompas, o método do muco, a tabelinha, a micro pílula, o endoceptivo, o implante, o anel vaginal, o adesivo anticoncepcepcional.


MÃES ANTES DO TEMPO

A gestação na adolescência é uma questão de saúde pública com implicações psicológicas, familiares e sociais; o risco da mãe e do feto vêm mais de condições e temas desfavoráveis do que da predisposição biológica em função da idade.


Cresce, cada vez mais, o número de meninas grávidas. Um em cada quatro dos partos atendidos pela Rede Hospitalar do SUS, é de mulheres abaixo de 19 anos. Adolescentes, que ainda estão se transformando física e psicologicamente, dão à luz e ganham a responsabilidade de criar e sustentar uma outra criança. Os números assustam: no ano passado foram mais de 32.000 partos de meninas entre 10 e 14 anos.

A gravidez precoce tornou-se um problema de saúde pública não só no Brasil, mas no mundo inteiro. Nos Estados Unidos, a ex-primeira dama e hoje senadora Hillary Clinton recomendou a abstinência sexual para diminuir as estatísticas. Na França, o Ministério da Saúde autorizou que as adolescentes tomassem, com a supervisão das enfermeiras escolares, a pílula do dia seguinte, sem necessidade de receita médica.


Conclusão:a menina se envolve, tem relações sexuais e não recebe a orientação e o cuidado satisfatórios, tanto em relação à gravidez como para prevenir as DST´ s (Doenças Sexualmente Transmissíveis).

GRAVIDEZ PRECOCE

Os desafios de uma gravidez precoce.
A gravidez precoce está se tornando cada vez mais comum na sociedade contemporânea, pois os adolescentes estão iniciando a vida sexual mais cedo.

A gravidez na adolescência envolve muito mais do que problemas físicos, pois há também problemas emocionais, sociais, entre outros. Uma jovem de 14 anos, por exemplo, não está preparada para cuidar de um bebê, muito menos de uma família. Com isso, entramos em outra polêmica, o de mães solteiras, por serem muito jovens os rapazes e as moças não assumem um compromisso sério e na maioria dos casos quando surge a gravidez um dos dois abandona a relação sem se importar com as conseqüências. Por isso o número de mães jovens e solteiras vem crescendo consideravelmente.

É muito importante que haja diálogo entre os pais, os professores e os próprios adolescentes, como forma de esclarecimento e informação.
Mas o que acontece é que muitos pais acham constrangedor ter um diálogo aberto com seus filhos, essa falta de diálogo gera jovens mal instruídos que iniciam a vida sexual sem o mínimo de conhecimento. Alguns especialistas afirmam que quando o jovem tem um bom diálogo com os pais, quando a escola promove explicações sobre como se prevenir, o tempo certo em que o corpo está pronto para ter relações e gerar um filho, há uma baixa probabilidade de gravidez precoce e um pequeno índice de doenças sexualmente transmissíveis.

O prazer momentâneo que os jovens sentem durante a relação sexual transforma-se em uma situação desconfortável quando descobrem a gravidez.
É importante que quando diagnosticada a gravidez a adolescente comece o pré-natal, receba o apoio da família, em especial dos pais, tenha auxílio de um profissional da área de psicologia para trabalhar o emocional dessa adolescente. Dessa forma, ela terá uma gravidez tranqüila, terá perspectivas mais positivas em relação a ser mãe, pois muitas entram em depressão por achar que a gravidez significa o fim de sua vida e de sua liberdade.
Por Eliene Percília
Equipe Brasil Escola
Mudança de rumo

A gravidez marca a vida e o destino da adolescente. Muitas vezes ela abandona a escola, comprometendo seu desenvolvimento profissional e pessoal. "A legislação garante o direito da grávida de afastar-se temporariamente da escola. Nos hospitais procura-se consolidar a "humanização do parto" para que ela faça os exames necessários, receba assistência pré-natal e seja orientada para que não abandone a escola" ressalta Guilbert.

Neste momento tão delicado, torna-se fundamental o apoio do companheiro, dos amigos e principalmente dos pais e da família. A vida da menina irá passar por grandes transformações e ela precisará de pessoas que a auxiliem. Após o parto, deve-se garantir o acesso aos anticoncepcionais para evitar uma segunda gravidez, que complicará ainda mais a situação em que ela se encontra.

Propostas e soluções

Como evitar que isso aconteça? As escolas e hospitais precisam estar bem estruturados e os professores e orientadores preparados para responder às dúvidas em relação à sexualidade de seus alunos. Guilbert Nobre afirma que os Ministérios da Saúde e da Educação já estão providenciando materiais educacionais para a capacitação das redes, postos, hospitais e escolas. A adolescente será inserida, também, no programa de saúde da mulher, que já existe, recebendo a orientação adequada para prevenir a gravidez.

A sociedade também precisa contribuir. Para que os índices sejam reduzidos, os pais devem estimular a discussão de uma maneira aberta. Não adianta fingir que nada está acontecendo e, dessa forma, impedir que os jovens tomem as medidas anticoncepcionais necessárias. "Hipocrisia e falso moralismo não funcionam. Diálogo e educação são imprescindíveis para que os preconceitos sejam quebrados. Assim os adolescentes terão o conhecimento e a permissão social para terem suas relações sexuais, de uma forma mais consciente e responsável" conclui o coordenador.

Métodos de Barreira

Esses métodos impedem que os espermatozóides cheguem ao útero.
1. Condom, Camisinha
Existem modelos masculino e feminino (raramente usado). A camisinha masculina é um método bastante utilizado, mas depende de uso correto. A grande vantagem é que, além de proteger contra uma gravidez indesejada, protege contra doenças sexualmente transmissíveis/AIDS.
A principal desvantagem da camisinha masculina é a necessidade de colocação durante o ato sexual, antes de qualquer tipo de penetração. Além disso, requer motivação do casal. Algumas pessoas podem apresentar alergia. A camisinha feminina pode ser colocada bem antes da relação sexual e é mais resistente que a masculina; porém, não é muito estética.

2. Diafragma
É um dispositivo de borracha ou silicone que recobre o colo uterino. A eficácia desse método aumenta quando a mulher utiliza espermaticida associado. Pode ser reutilizado, desde que seja bem lavado após o uso, e conservado com um pouco de amido (maisena) polvilhado. Ele deve ser colocado pelo menos 15 minutos antes da relação sexual, e deve ser retirado até 6 a 8 horas depois. Existem algumas alterações anatômicas que impedem seu uso.

3. Esponja
É uma pequena esponja feita de poliuretano, com espermicida. É descartável e de fácil colocação. Entretanto, é um produto importado e de alto custo.

4. Espermaticida
São substâncias que matam os espermatozóides. Quando usados sozinhos não conferem proteção adequada. Os principais são: nonoxinol-9, octoxinol-9, menfegol.

Dispositivo Intra-Uterino (DIU)
O DIU é o método contraceptivo mais utilizado no mundo. É um dispositivo geralmente feito de cobre, que é colocado dentro do útero e leva a várias modificações do útero e da tuba uterina, além de provocar reações que matam os espermatozóides.
Existem dois tipos principais: 1) o DIU de cobre, largamente utilizado, disponível no sistema único de saúde; e 2) o DIU com hormônio (um tipo de progesterona), de alta eficácia e que apresenta uma ação especial de alterar o muco do colo uterino, impedindo que os espermatozóides cheguem ao útero. O DIU é colocado pelo médico, de preferência durante o período menstrual, e apresenta durabilidade de alguns anos (depende do tipo). É extremamente eficaz, sendo que o risco de gravidez é bastante pequeno.


Contracepção Hormonal
São constituídos de hormônios sintéticos, geralmente a associação de um tipo de estrogênio e um tipo de progesterona. Esses métodos atuam no centro regulador do ciclo menstrual, levando a um estado em que a mulher não ovula. São bastante eficazes, com uma taxa de gravidez muito baixa.
Durante seu uso, podem ocorrer sangramentos irregulares, aparecimento de manchas no rosto e leve ganho de peso.

1. Contraceptivos Orais
São as famosas pílulas. Elas devem ser iniciadas no primeiro dia da menstruação e continuadas por 21 dias consecutivos, sem falhar. Após o término da cartela, a mulher faz uma pausa de sete dias e reinicia o uso no oitavo dia. É importante tomar a pílula sempre no mesmo horário, recomendação especialmente válida para as mini-pílulas.
Os mais utilizados são os combinados, estrogênio + progesterona. Entretanto existe a mini-pílula, que contem apenas progesterona, e é utilizada principalmente em mulheres que estão amamentando e naquelas que apresentam contra-indicações ao uso de estrogênio, como mulheres com enxaqueca. A mini-pílula deve ser usada de forma contínua, sem pausas.
Devemos ressaltar que os contraceptivos orais atuais não aumentam muito o risco de trombose, devido a uma dose mais baixa de estrogênio. Porém esse risco ainda existe, o que não impede seu uso em mulheres saudáveis e não-tabagistas.
Esses contraceptivos apresentam alguns efeitos benéficos, além de impedirem a gravidez:
• Regularizam os ciclos menstruais;
• Promovem alívio da tensão pré-menstrual (TPM);
• Reduzem o risco de câncer de ovário e de endométrio (útero);
• Reduzem a incidência de dismenorréia (cólicas menstruais) e diminuem o fluxo menstrual;
• Levam à regressão de cistos de ovário que produzem hormônios.

2. Contraceptivos Injetáveis
Existem duas modalidades: mensal e trimestral. Apresenta excelente eficácia e é de fácil uso, pois a mulher não precisa ficar lembrando todos os dias de tomar a pílula. Após a interrupção do uso, a mulher pode demorar algum tempo (até 9 meses) para conseguir engravidar.

3. Implantes
São cápsulas ou bastões de material contendo hormônio, que são implantados pelo médico debaixo da pele, no braço, próximo ao cotovelo. Duram até três anos e são de alta eficácia.

4. Anel Vaginal
São anéis de material plástico, também contendo hormônio. São inseridos dentro da vagina, onde devem ser deixados por três semanas. A mulher faz uma pausa de uma semana e reinicia o uso. Não atrapalha a relação sexual, nem causa incômodo. É bastante eficaz.

5. Adesivos Cutâneos
São semelhantes aos utilizados na terapia de reposição hormonal, em mulheres menopausadas. Os adesivos são "colados" na pele, e utilizados por três semanas, com pausa de uma semana. São bastante eficazes e de fácil utilização.

6. Contracepção de Emergência (Pílula do Dia Seguinte)
Faz com que o útero fique desfavorável à gravidez. Existem dois métodos. O primeiro consiste no uso de pílula própria, em duas doses: a primeira até 72 horas após o ato sexual e a segunda 12 horas após a primeira. O outro método consiste no uso da pílula comum, de forma que a mulher ingere duas pílulas até 72 horas após o ato sexual e mais duas 12 horas depois. Esse método só deve ser utilizado esporadicamente, devido ao esquecimento da pílula ou ao fato de a camisinha ter estourado. Também é indicada em casos de estupro. Uma informação de extrema importância: o uso freqüente leva à redução de sua eficácia. Como no Brasil, legalmente a gestação só começa após a aderência do ovo à parede do útero, a pílula do dia seguinte pode ser utilizada (já que ela impede essa ligação).

Contracepção Cirúrgica
É o único método de contracepção definitiva, sendo utilizada por muitos casais. A esterilização feminina consiste na ligadura tubária, ou laqueadura. A masculina é a vasectomia. Devemos ressaltar que a vasectomia é um procedimento ambulatorial, que não requer hospitalização, é feita sob anestesia local e não causa nenhum tipo de disfunção sexual (como impotência). Esses métodos são de altíssima eficácia, mas suas indicações são bastante específicas. Assim, o casal deve procurar se informar com o ginecologista sobre a possibilidade de sua realização.


GÊMEOS

Em uma gravidez, geralmente ocorre o desenvolvimento de apenas um bebê. Porém, pode ocorrer de dois ou mais bebês desenvolveren-se em uma única gravidez. Nesse casso são chamados de GÊMEOS.
Existem dois tipos de gêmeos: GÊMEOS FRATERNOS E GÊMEOS IDÊNTICOS.
Gêmeos Fraternos:são formados quando os mesmo mês e todos são ovários liberam dois óvulos ou mais em um mesmo mês e todos são fecundados, cada um por um espermatozóide. Os GÊMEOS FRATERNOS podem ou não ter o mesmo sexo são tão diferentes quando quaisquer irmãos nascidos em partos diferentes.
Gêmeos Idênticos:forman-se a partir de um mesmo óvulo, fecundado por um único espermatozóide. O óvulo divide-se e dá a origem de dois ou mais bebês; que possuem as mesmas características hereditarias. Por isso, eles têm sempre o mesmo sexo.
Geralmente, o período de duração da gravidez é de, aproximadamente nove meses.

Nesse período, o ser humano passa por diversas fases de desenvolvimento.
Veja, a seguir, algumas dessas fases:

AO FINAL DO 1°MÊS:
*Forma-se a coluna vertebral;
*Inicia-se a formação dos menbros;
*Nesse período, o ser humano em desenvolvimento é chamado de EMBRIÃO. Após o segundo mês , é chamado de FETO.
*Mede cerca de 0,6 cm de comprimento.
AO FINAL DO 3°MÊS:
*Os membros já estão completamente formados e começam a nascer as unhas;
*É possivel detectar os batimentos cardíacos;
*O feto começa a se movimentar, porém os movimentos não são percebidos pela mãe.
*Mede cerca de 7,5 cm de comprimento.

AO FINAL DO 5°MÊS:
*As pálpebras ainda estão fechada;
*Os movimentos do feto começam a ser sentidos pela mãe;
*O feto é capaz de ouvir sons do ambiente externo ;
*Mede cerca de 25 à 30 cm de comprimemto.
AO FINAL DO 7°MÊS:
*O feto está quase totalmente desenvolvido e já é capaz de sobreviver fora do útero, porém, com alguns cuidados especiais. O bebê que nasce nesse período é chamado de prematuro;
*Os sentidos estão bem desenvolvidos e o feto já percebe o ambiente externo;
*Mede cerca de 32 à 42 cm de comprimento.

9°MÊS:
*A gestação chega ao fim e o bebê está pronto para nascer;
*Mede cerca de 50 cm de comprimento.
A fecundação e a gravidez

Durante o ato sexual, milhões de espermatozóides são depositados no interior da vagina. Esses espermatozóides vão para o útero e seguem em direção às tubas uterinas.
Como vimos, se os espermatozóides encontrarem um óvulo á caminho do útero, um deles poderá unir-se ao óvulo e, assim, fecundá-lo. Geralmente, a fecundação ocorre nas tubas úterinas, formando a célula-ovo.
Depois de formada, a célula-ovo fixa-se na parede do útero da mulher, originando o embrião, posteriormente chamado de feto.No útero, o bebê cresce e se desenvolve até chegar o momento de nascer.
O período em que o bebê se desenvolve dentro do útero da mãe, desde a fecundação até o nascimento, é chamado de
GRAVIDEZ ou GESTAÇÃO.



GRAVIDEZ NA ADOLESCÊNCIA - 1
A gravidez precoce é uma das ocorrências mais preocupantes relacionadas à sexualidade da adolescência, com sérias conseqüências para a vida dos adolescentes envolvidos, de seus filhos que nascerão e de suas famílias.
A incidência de gravidez na adolescência está crescendo e, nos EUA, onde existem boas estatísticas, vê-se que de 1975 a 1989 a porcentagem dos nascimentos de adolescentes grávidas e solteiras aumentou 74,4%. Em 1990, os partos de mães adolescentes representaram 12,5% de todos os nascimentos no país. Lidando com esses números, estima-se que aos 20 anos, 40% das mulheres brancas e 64% de mulheres negras terão experimentado ao menos 1 gravidez nos EUA .
No Brasil a cada ano, cerca de 20% das crianças que nascem são filhas de adolescentes, número que representa três vezes mais garotas com menos de 15 anos grávidas que na década de 70, engravidam hoje em dia (Referência). A grande maioria dessas adolescentes não tem condições financeiras nem emocionais para assumir a maternidade e, por causa da repressão familiar, muitas delas fogem de casa e quase todas abandonam os estudos.
A Pesquisa Nacional em Demografia e Saúde, de 1996, mostrou um dado alarmante; 14% das adolescentes já tinhas pelo menos um filho e as jovens mais pobres apresentavam fecundidade dez vezes maior. Entre as garotas grávidas atendidas pelo SUS no período de 1993 a 1998, houve aumento de 31% dos casos de meninas grávidas entre 10 e 14 anos. Nesses cinco anos, 50 mil adolescentes foram parar nos hospitais públicos devido a complicações de abortos clandestinos. Quase três mil na faixa dos 10 a 14 anos.
Segundo Maria Sylvia de Souza Vitalle e Olga Maria Silvério Amâncio, da UNIFESP, quando a atividade sexual tem como resultante a gravidez, gera conseqüências tardias e a longo prazo, tanto para a adolescente quanto para o recém-nascido. A adolescente poderá apresentar problemas de crescimento e desenvolvimento, emocionais e comportamentais, educacionais e de aprendizado, além de complicações da gravidez e problemas de parto. É por isso que alguns autores considerem a gravidez na adolescência como sendo uma das complicações da atividade sexual.
Ainda segundo essas autoras, o contexto familiar tem uma relação direta com a época em que se inicia a atividade sexual. As adolescentes que iniciam vida sexual precocemente ou engravidam nesse período, geralmente vêm de famílias cujas mães se assemelharam à essa biografia, ou seja, também iniciaram vida sexual precoce ou engravidaram durante a adolescência.

A gravidez precoce é considerada como um problema de saúde pública no Brasil e em outros países. No Brasil, uma em cada quatro mulheres que dão à luz nas maternidades tem menos de 20 anos de idade. Estas meninas que não são mais crianças, nem tão pouco adultas, estão em processo de transformação e, ao mesmo tempo, prestes a serem mães. O papel de criança que brinca de boneca e de mãe na vida real confunde-se e na hora do parto é onde tudo acontece. A fantasia deixa de existir para dar lugar à realidade. É um momento muito delicado para essas adolescentes, e que gera medo, angústia, solidão e rejeição.
As adolescentes grávidas vivenciam dois tipos de problemas emocionais: um pela perda de seu corpo infantil, e outro por um corpo adolescente recém-adquirido, que está se modificando novamente pela gravidez. Estas transformações corporais rapidamente ocorridas, de um corpo em formação para o de uma mulher grávida, são vividas muitas vezes com certo espanto pelas adolescentes. Por isso é muito importante a aceitação e o apoio quanto às mudanças que estão ocorrendo, por parte do companheiro, dos familiares, dos amigos e principalmente pelos pais.
A escola muitas vezes não dispõe de estrutura adequada para acolher uma adolescente grávida. O resultado é que a menina acaba abandonando os estudos durante a gestação, ou após o nascimento da criança, trazendo conseqüências gravíssimas para o seu futuro profissional.
Os riscos de complicações para a mãe e a criança são consideráveis quando o atendimento médico pré-natal é insatisfatório. Isto ocorre porque, normalmente, a adolescente costuma esconder a gravidez até a fase mais adiantada, impedindo uma assistência pré-natal desde o início da gestação. É muito comum também o uso de bebidas alcoólicas e cigarros o que aumenta os riscos de surgimento de problemas.
Ainda existe a possibilidade de gestações sucessivas, os riscos do aborto provocado e as dificuldades para a amamentação. Por isso, a gravidez entre adolescentes deve ser encarada como um problema não apenas médico, mas de toda a sociedade. É importante a participação da família, serviços médicos e instituições, tanto governamentais como não-governamentais, no combate à gravidez precoce e indesejada.


GRAVIDEZ NA ADOLESCENCIA-2


70% dos jovens antes dos 15 e 17 anos apenas 2/3 usam contraceptivos.

4.600 jovens
3 capitais

*29% antes dos 20 anos de idade.
*44 mil crianças filhas de mães adolescentes nascem por ano no RIO de Janeiro.
*Principal causa de internação de mulheres adolescentes pelo SUS.

Mais de 10% dos bebês nascem prematuros.


ENTREVISTAS COM MENINAS QUE AINDA NÃO FICARAM GRÁVIDAS E QUE TEM NAMORADOS:

1)Vocês se previnem com algum método?
Seria com preservativos.
2)Você tem medo de engravidar?
Não.
3)Se você engravidar, vai ter apoio familiar?
Sim.
4)O que você faria se ficasse grávida?
Daria muito amor ao bebê.
NOME:Francine
IDADE:13 anos
ONDE ESTUDA:Rui Poester Peixoto
1)Vocês se previnem com algum método?
Sim, anticoncepcional e camisinha.
2)Você tem medo de engravidar?
Não.
3)Se você engravidar, vai ter apoio familiar?
Sim.
4)O que você faria se ficasse grávida?
Teria a criança e criaría.

NOME:Juliana
IDADE:26 anos
ONDE ESTUDA:Professora

1)Vocês se previnem com algum método?
Sim, anticoncepcional e peservativo.
2)Você tem medo de engravidar?
Não.
3)Se você ficar grávida, vai ter apoio familiar?
Sim.
4)O que você faria se ficasse grávida?
Assumiria com o papel de mãe.

NOME:Luana
IDADE:17 anos
ONDE ESTUDA:Rui Poester Peixoto
1)Vocês se previnem com algum método?
Sim, anticoncepcional e peservativo.
2)Você tem medo de engravidar?
Não.
3)Se você engravidar, vai ter apoio familiar?
Sim.
4)O que você faria se ficasse grávida?
Assumiria com o papel de mãe.
NOME:Adriele
IDADE:14 anos
ONDE ESTUDA:Rui Poester Peixoto
1)Vocês se previnem com algum método?
Com o uso da pílula.
2)Você tem medo de engravidar?
Não tenho medo pois eu me cuido.
3)Se você engravidar, vai ter apoio familiar?
Sim.
4)O que você faria se ficasse grávida?
Iria cuidar da criança, criaria mais responsabilidade e enfrentar as dificuldades e continuar a estudar.
NOME:Angélica Veiga.
IDADE:18 anos
ONDE ESTUDA:e.e.t.Getulio vargas
1)Vocês se previnem com algum método?
Sim, com camisinha, pilulas; sexo com segurança...
2)Você tem medo de engravidar?
Tenho muito medo de engravidar.
3)Se você engravidar, vai ter apoio familiar?
Sim, concerteza.Meus pais são tudo para mim.E concerteza iriam me apoiar.
4)O que você faria se ficasse grávida?
Ficaria feliz porque a burrada já vai ter sido feita mesmo.

NOME:Débora
IDADE:15 anos
ONDE ESTUDA:Rui Poester Peixoto
1)Vocês se previnem com algum método?
Sim, concepcional.
2)Você tem medo de engravidar?
Sim, todos nós temos
3)Se você engravidar, vai ter apoio familiar?
Sim.
4)O que você faria se ficasse grávida?
Não sei mas ficaria loca, eu acho.
NOME:Silvana
IDADE:17 anos
ONDE ESTUDA:Rui Poester Peixoto
1)Vocês se previnem com algum método?
Sim, camisinha e pilulaiconcepcional.
2)Você tem medo de engravidar?
Sim, todo mundo tem.
3)Se você engravidar, vai ter apoio familiar?
Sim.
4)O que você faria se ficasse grávida?
Ah, nem sei.

NOME:Emily
IDADE:14 anos
ONDE ESTUDA:Rui Poester Peixoto



1)Vocês se previnem com algum método?
Camisinha.
2)Você tem medo de engravidar?
Sim.
3)Se você ficar grávida, vai ter apoio familiar?
Não sei.
4)O que você faria se ficasse grávida?
Morreria.

NOME:Renata
IDADE:15 anos
ONDE ESTUDA:Rui Poester Peixoto

1)Vocês se previnem com algum método?
Sim, camisinha.
2)Você tem medo de engravidar?
Sim.
3)Se você ficar grávida, vai ter apoio familiar?
Não sei.
4)O que você faria se ficasse grávida?
Teria o filho.
NOME:Rafaela
IDADE:15 anos
ONDE ESTUDA:Rui Poester Peixoto

1)Vocês se previnem com algum método?

2)Você tem medo de engravidar?
Sim.
3)Se você ficar grávida, vai ter apoio familiar?
Não sei.
4)O que você faria se ficasse grávida?
Teria o filho.
NOME:Rafaela
IDADE:15 anos
ONDE ESTUDA:.Rui Poester Peixoto






Pesquisa feita na comunidade São Miguel:
Meninas de 13 a 26 que namoram
responderam que:
50% tem medo de engravidar
80%Terão apoio familiar
60% Assumiria se ficasse gravidas
80% “Dizem” que se previnem.

DROGAS E GRAVIDEZ

Poucas doenças maternas justificam o uso de remédios durante a gestação. Pode-se citar o diabete (açúcar em excesso no sangue), hipertensão (pressão alta) e a epilepsia (ataques, convulsões). A consulta médica é importante durante toda a gravidez, tanto para prevenir problemas, como para tratar as doenças já conhecidas.
Por outro lado, existem drogas que são usadas socialmente ou ilegalmente, sem que a mulher saiba que está grávida ou por não saber que estas fazem muito mais mal para o bebê do que para ela própria.
CIGARRO (Fumo e Tabaco)
A nicotina do tabaco tem um efeito importante sobre o crescimento do bebê dentro do útero. O hábito de fumar da mãe é uma causa bem conhecida de retardo no desenvolvimento do feto.
Além disto, fumar 20 ou mais cigarros por dia aumenta o risco de parto prematuro (nascer antes do tempo) e da criança nascer com baixo peso.
Por outro lado, em fumantes que deixam de fumar antes da gravidez ou logo no início desta, nenhum destes efeitos aparece.
ÁLCOOL
Os problemas produzidos pelo álcool ocorrem desde o início até o final da gravidez e podem variar em gravidade, dependendo da quantidade de bebidas alcoólicas ingeridas pela mãe.
Pode ocorrer retardo do crescimento, com crianças de baixo peso ao nascer ou com malformações mais ou menos graves, conhecidas como Síndrome Alcoólico-Fetal. As malformações podem ocorrer no crânio e/ou na face e são acompanhadas de retardo de desenvolvimento psicomotor (a idade mental da criança é menor do que a idade real).
CALMANTES
Dependendo do período da gravidez, do tempo de uso e da dose, os calmantes podem produzir efeitos diferentes. Quando a mãe usa estes remédios nos primeiros meses da gravidez, malformações podem ocorrer na boca, tais como lábio leporino e pálato fendido (goela de lobo). Nos casos em que a mãe usa calmantes por muito tempo (até o fim da gestação) a criança pode apresentar, depois que nasce, uma síndrome de abstinência, caracterizada por tremores, irritabilidade (muito chorosa), inquietação, respiração acelerada e vômitos. Por outro, o uso de benzodiazepínicos nos dias que antecedem o parto fazem com que o recém-nascido fique com atividade diminuída, demorando para respirar e chorar, com hipotonia (corpo mole) e com pouca força para mamar.
SOLVENTES OU INALANTES
O problema do contato com essas substâncias está presente na vida de muitas mulheres, e é muito importante, tanto naquelas fazem uso abusivoquanto naquelas que trabalham em ambientes com altas concentrações dessas subtânias no ar que é respirado. O tolueno contido em muitos produtos gráficos ou colas de sapateiro é um agente altamente teratogênico que, pelo contato freqüente, pode levar a abortos de repetição.
COCAÍNA
O uso de cocaína por gestantes vem aumentando. Os recém-nascidos destas mães podem apresentar baixo peso, malformações físicas ou problemas neurológicos. As malformações podem ser microcefalia (cabeça muito pequena, por pouco crescimento do cérebro) e anormalidades da retina. As crianças podem sofrer morte súbita enquanto pequenas ou podem ter dificuldade de aprendizado por toda vida.
Como o tabaco, mas em muito maior grau, a cocaína também diminui o fluxo de sangue para o feto, que terá baixo peso ao nascer. Também pode ocasionar pressão alta na mãe ou nascimento prematuro por deslocamento da placenta ou contrações uterinas precoces.
Quando esta droga é utilizada de forma injetável, existe o risco de que a mãe tenha se contaminado pelo vírus do HIV e pode existir transmissão da SIDA (AIDS) para o feto.
MACONHA
O uso de maconha durante a gravidez pode causar efeitos extremamente variáveis sobre o feto, dependendo da quantidade e freqüência do uso da droga. Menor duração da gestação e crianças com baixo peso ao nascer podem ser algumas das complicações. Em animais foram vistas complicações teratogênicas.
RECOMENDAÇÕES ÚTEIS PARA GRÁVIDAS OU FUTURAS GESTANTES
Não use álcool, cigarro, solventes (loló), maconha, cocaína ou qualquer outra droga durante a gravidaz.
Se você está planejando ficar grávida, suspenda o uso de qualquer droga.
Não use remédios por conta própria durante a gravidez. Consulte antes um médico e só tome os remédios que ele receitar.
Procure seu médico para fazer, no mínimo, seis consultas antes do bebê nascer.
Caso consulte outro médico ou vá ao dentista, informe-os de que está grávida.
Não pare de usar medicamentos para diabete, epilepsia ou pressão alta (hipertensão arterial sistêmica) sem antes consultar o médico. A parada súbita destes tratamentos pode ser muito prejudicial para a mãe e para o bebê.




GRAVIDEZ NA ADOLESCÊNCIA NÃO É FACIL...
QUANDO VOCÊ ESTÁ COMEÇANDO A ENTENDER A VIDA
É MAIS DIFíCIL
AINDA...

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